Haverá uma modificação nos cartazes e nas artes do evento!
Por motivos maiores estaremos expondo outras opções para serem usados como a logomarca do evento.
A arte inicial, muito bem feita e elaborada (opinião de quem trabalha no assunto), teve de ser retirada.
Estamos trabalhando na confecção de outras simbologias para representar a II edição do nosso encontro!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Teatro no EPBEH
O grupo começou após um curso de teatro realizado pela professora Eliane Lisboa, atual diretora do público, que não pode está na apresentação. Em 2010 eles estrearam seu primeiro trabalho, o espetáculo "Fronteiras", e com o passar dos tempos o grupo foi se reconfigurando e criando este novo trabalho. Esta é a primeira vez do grupo no Festival de Inverno de Campina, e eles estavam maravilhados por ter a oportunidade de está trocando experiências com grandes nomes do cenário teatral."E só pra registrar foi uma desafio pra gente fazer essa peça, pois teve todo o trabalho que tivemos de cena, produção, figurino e a própria interpretação dos textos deste grande escritor", disse o ator Alan Barros.
Depois entraram no palco os atores Juliana Lins e Raphael Rio, com a esquete "A Loja de Chapéus", segundo Juliana Lins, a esquete foi o resultado de um trabalho feito com alunos de arte e mídia, que depois eles decidiram levar adiantem com a professora Eliane Lisboa.
fonte:
http://outras-noticias.blogspot.com/2011/07/jornal-do-festival-2707.html
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Culturais no EPBEH
O II EPBEH vem Promover atividades com professores, pesquisadores e estudantes de história, (e áreas afins) de diversas IES (Instituições de Ensino Superior) bem como atuantes em movimentos sociais sobre o tema de ensino de história, educação, curriculo e interdisciplinaridade. Dentro da programação do evento teremos atividades culturais, que fica sob a responsabilidade de estudantes com o apoio do CUCA-CG.
A comissão de cultura do evento tem o intuito de realizar atividades culturais prezando por artistas do estado da Paraíba ou que venham a interpretar artistas paraibanos, com o objetivo de divulgar, expandir e tornar mais conhecido do público os artistas e bandas que fazem parte do cenário paraibano.
Serão desenvolvidas atividades artísticas que terão o papel de entreter o público participante, divulgar o trabalho dos artistas convidados evidenciando os costumes e cultura paraibana e sensibilizar o público presente para a importância das práticas sociais. A comissão de cultura irá elaborar o programa das atividades culturais com o auxilio do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA-CG).
Vamos convidar diversos grupos para fazerem parte dessa amostra, contataremos bandas, grupos de teatro, percussivos, de danças e de Capoeira. Durante o evento tais grupos irão se apresentar em locais pré estabelecidos se alternando com as atividades acadêmicas para termos maior dinâmica e descontração dos participantes.
O grupo de Teatro Arupemba de Campina Grande participará do evento com a peça “Zé Lins, vida e Obra” que conta a vida e trajetória de José Lins do Rego.
O grupo de percussão MaracaGrande, também foi convidado, eles que tem o objetivo de contribuir no processo de afirmação das referências culturais da nossa região, buscando resgatar raízes da cultura negra e acender o gosto da população pelo Maracatu, Ciranda, Côco de Roda e, demais manifestações tradicionais outrora presentes em toda Paraíba.
O grupo Mistura de todos os ritmos vão mostrar para os participantes vários sons da Paraíba, bem como do nordeste, em um misto de coco, ciranda, ajoxé, entre outros ritmos que dão ao nordeste uma identidade própria.
A capoeira também será convidada à se apresentar no evento com o grupo Afr Nagô do Mestre Zunga e Lobo Branco, tendo o Instrutor Morcego como líder da galera que irá mostrar a dança e toda a malícia dessa arte genuinamente brasileira.
Alguns outros grupos participaram das culturais! Em breve teremos os nomes de das bandas e a programação das noites culturais divulgadas, aqui é só uma chamada pra a parte profana do evento!
Babilônia Irmãos!.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Nossa Homenageada : Elizabeth Teixeira
Em nossa programação cultural teremos um espaço destinado a homenagem da paraibana Elizabeth Teixeira assim como também a exibição da curta-metragem " Cabra Marcado Para Morrer" Conheça um pouco mais lendo o post abaixo :
Dirigente camponesa e viúva de João Pedro Teixeira, fundador e líder da Liga Camponesa de Sapé , na Paraíba, Elizabeth Teixeira, narra à AND sua vida e suas lutas junto ao povo nordestino.
Em 1962, uma equipe de estudantes da UNE-Volante, acompanhada pelo então jovem cineasta Eduardo Coutinho (membro do CPC — Centro Popular de Cultura) viajava em caravana pelo interior do Nordeste brasileiro filmando a vida do povo e as lutas sociais daquele período, quando ocorreu o assassinato do João Pedro Teixeira, dirigente e fundador da Liga Camponesa de Sapé, na Paraíba. A partir daí, as atenções da equipe passaram a se concentrar neste caso, e o resultado das filmagens realizadas foi o documentário Cabra Marcado pra Morrer, uma das mais importantes obras cinematográficas do Brasil.
Registro simples e fiel daquele período de intensa mobilização do movimento camponês, o filme tem como cenário o sertão pernambucano, e sua principal personagem é a viúva de João Pedro, a também dirigente das Ligas, Elizabeth Teixeira.
Elizabeth Teixeira nasceu em Sapé, Paraíba, em 13 de fevereiro de 1925. Seu pai era fazendeiro, proprietário de 300 hectares de terra e comerciante. Cursou até o segundo ano primário, abandonando os estudos porque o pai a proibiu de continuar indo à escola. Ela conta: "Meu pai era exigente, mas vivíamos bem. O problema mais sério do nosso relacionamento foi o meu casamento, porque casei contra a vontade dele. Tive que fugir e casar com 16 anos, porque quando João Pedro me pediu em casamento, papai não aceitou. Dizia que ele era negro e que não aceitava negro sentado na sua sala. E, além disso, era um pobre, operário."
"A primeira vez que vi João Pedro foi na mercearia do meu pai. Ele trabalhava numa pedreira nas terras de um vizinho. Depois que fugimos fiquei na casa do tio dele, que era gerente de um engenho, e no dia 26 de julho de 1942, nós nos casamos. Antes do casamento, papai mandou uma carta, pedindo para que eu voltasse, mas eu não aceitei. Quando conheci João Pedro, eu tinha 15 anos e fugimos um ano depois", continua. O pai insistiu por diversas vezes para ela separar-se de João Pedro, mas Elizabeth nunca aceitou as propostas e ofertas da família. Continuou ao lado do marido, com quem teve 11 filhos e um convívio feliz. Ela prossegue: "Depois disso, João Pedro foi para Recife e eu fiquei em Sapé por uns meses. Aí, ele alugou uma casinha na capital e me levou. Já estava grávida do nosso segundo filho, o Abrahão Teixeira. Moramos nove anos em Recife e, nessa época, João Pedro começou a participar da luta da classe trabalhadora, fundando o Sindicato da Construção da cidade. As primeiras reuniões foram lá em casa, no começo dos anos 50. Logo depois, os empresários não queriam mais dar trabalho a ele e a situação foi ficando muito difícil. Os nossos filhos começaram a passar fome e resolvemos voltar para a Paraíba. Quando chegamos lá, em 54, papai mandou um grupo de trabalhadores nos ajudar no plantio. João Pedro também foi. Na hora do almoço, eles tinham apenas farinha seca com rapadura. Aí meu marido começou a questionar aquela situação e a entrar na luta dos camponeses, indo de engenho em engenho para saber como era a sobrevivência dos camponeses. Foi tomando conhecimento e começou aquela organização."
A luta das Ligas
Nesse tempo, João Pedro já havia sido preso várias vezes por ordem dos latifundiários locais. Chegou até a ter de fugir para o Rio de Janeiro, onde ficou durante oito meses, escondido. Sua intensa participação no movimento dos trabalhadores rurais da Paraíba lhe trouxe o ódio de fazendeiros e donos de engenho deste estado. Vivendo só neste período, Elizabeth Teixeira diz que os companheiros da luta a ajudavam, não deixando faltar nada à família durante a ausência de João Pedro. Quando este voltou, foi fundada a Liga Camponesa em Sapé, no ano de 1958. A organização dos trabalhadores foi crescendo na região e, em consequência, aumentaram as ameaças contra o líder camponês, assassinado em 1962 com três tiros pelas costas, por pistoleiros que ficaram de emboscada.
Depois da morte do marido, Elizabeth também foi detida e sofreu diversos atentados. Havia até quem lhe oferecesse dinheiro para abandonar as Ligas, mas ela continuou firme, junto aos trabalhadores. "Um dia após o golpe tentaram incendiar minha casa, mas não me encontraram, porque estava em Galiléia, fazendo o filme. De lá, fugimos para dentro das matas e no dia seguinte, conseguimos chegar até Recife. Depois, em João Pessoa, procurei notícias dos meus filhos, mas acabei sendo presa. Passei três meses e 24 dias na prisão, no Agrupamento de Engenharia." Liberada, ela fugiu para a cidade de São Rafael, interior do Rio Grande do Norte, onde viveu por 16 anos com o nome de Marta Maria da Costa.
"Eu fugi com o meu filho Carlos, e os outros ficaram espalhados, com parentes. Eu vivia lavando roupa de ganho, no rio Açu. Mas apanhei uma infecção, fiquei muito doente, e fui parar no hospital. O médico disse que eu tinha que parar de lavar roupa, e a situação ficou mais difícil ainda. Cheguei a passar fome. Um dia, eu estava sentada na calçada, chorando, então um motorista que viu a minha situação foi na venda e comprou uma feira com muita coisa, inclusive quatro latas de leite, e me entregou, num gesto de grande solidariedade. Este gesto me animou a continuar firme. Então percebi que as crianças de São Rafael viviam pelas ruas, sem escola, sem ensino nenhum, e aí falei com as mães e propus ensinar às crianças em troca de algum dinheiro. Elas se reuniram, cada uma cedeu uma cadeira, outra emprestou a sala da sua casa, que foi transformada em sala de aula e passei a ensinar às crianças a ler, contar e escrever. E hoje, de vez em quando sou homenageada por elas, mulheres e homens, já formados, e que começaram a ler naquela ocasião", diz.
Mesmo na clandestinidade, a líder camponesa continuou a agir. "Conversava muito com o presidente do Sindicato Rural de São Rafael sobre a situação dos companheiros do campo, mas ninguém sabia que eu era a viúva de João Pedro", lembra. Quando o cineasta Eduardo Coutinho a encontrou, em 1981, num processo longo de procura, ela abandonou a vida clandestina que levava e revelou seu verdadeiro nome e sua história às vizinhas e amigas do município de São Rafael. Em seguida, sua primeira iniciativa foi reencontrar os demais filhos, que moravam na Paraíba, no Recife, no Rio de janeiro e em Cuba.
Na cena final do filme Cabra marcado para morrer, gravada em 1981, Elizabeth diz: "(...) a luta que não pára. A mesma necessidade de 64 está plantada, ela não fugiu um milímetro, a mesma necessidade do operário, do homem do campo, a luta que não pode parar. Enquanto existir fome e salário de miséria o povo tem que lutar. Quem é que não luta? É preciso mudar o regime, enquanto tiver este regime, esta democracia, (...) democracia sem liberdade? Democracia com salário de miséria e de fome? Democracia com o filho do operário sem direito de estudar, sem ter condição de estudar?" Ao fim da entrevista, indagada sobre a atualidade de suas palavras, ela conclui enfática: "Continua do mesmo jeito. Enquanto houver a fome e a miséria atingindo a classe trabalhadora, tem que haver luta dos camponeses, dos operários, das mulheres, dos estudantes e de todos aqueles que são oprimidos e explorados. Não pode parar."
Extraído de : Memórias da luta camponesa: Elizabeth Teixeira
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Abertas as inscrições para Simpósios Temáticos e Mini Cursos
Clique aqui: FICHA PROPOSTA
Observação : A ficha proposta não é habilitada para edição, portanto copiem e colem o formulário em outra página do word e enviem como anexo.
Observação : A ficha proposta não é habilitada para edição, portanto copiem e colem o formulário em outra página do word e enviem como anexo.
RESUMO (veja abaixo normas da formatação):
Regras para o envio de propostas:
1. Poderão encaminhar propostas de Simpósios Temáticos e Minicursos, alunos da graduação em História e outros cursos ou da pós graduação ou mesmo que já tenha concluído e seja profissional na de educação. As propostas, tanto de Simpósios Temáticos como de Minicursos, deverão ser feitas por meio de formulário que esta aqui disponível a partir de 18 de junho de 2011 até 19 de agosto de 2011 e devem ser enviados para o e-mail iiepbeh@hotmail.com.
Os resultados das proposições aprovadas sairão dia 22 de agosto de 2011, no mesmo dia serão abertas as inscrições para submissão de resumos na modalidade de comunicação oral assim como terão início as inscrições para participação em mini-curso. O prazo final para envio de resumos é 16 de setembro. As cartas de aceite serão enviadas até 20 de setembro e a data limite para envio de trabalho é 01 de outubro
2. Coordenadores de simpósio e apresentadores de minicurso não pagam inscrição, contudo, se quiserem também submeter trabalho para publicação, a inscrição precisa ser paga.
3. Cada pessoa pode propor UM simpósio e um mini-curso, sendo o limite de TRÊS proponentes por simpósio e também para mini- curso.
4. As propostas devem ser alinhadas com o tema do evento, sendo desconsideradas as que não obedecerem a essa regra.
5. Os resumos das propostas para SIMPÓSIO, que deverão constar no formulário, obedecerão à seguinte formatação: Texto justificado; Fonte: times new roman; Tamanho da fonte 12; Espaçamento: 1,5; Dimensão: até 3.000 caracteres, incluindo espaços. Cada simpósio terá no máximo 15 trabalhos aceitos e no mínimo 5, tendo menos que esse número de inscritos, o simpósio será vinculado a outro que não tenha completado seu limite e com tema afim.
6. Os resumos para propostas de mini-curso que deverão constar no formulário obedecerão à seguinte formatação: Texto justificado; Fonte: times new roman; Tamanho da fonte 12; Espaçamento: 1,5; Dimensão: até 3.000 caracteres, incluindo espaços. Deve ser seguido de cronograma de execução, material necessário para ambos os dias. Cada mini-curso terá no máximo 30 participantes e no mínimo 10, tendo menos inscritos que esse número, o mini-curso será cancelado.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A CULPA É DO BIRÔ ,Júnior Flor
A CULPA É DO BIRÔ
"As paredes da cidade, os livros, os espetáculos e os eventos educam - no entanto, agora eles parecem, principalmente , deseducar os habitantes. Comparem as lições dadas aos cidadãos de Atenas (mulheres e escravos incluídos) durante a representação das tragédias gregas com o tipo de conhecimento que hoje é consumido pelo espectador(...)"(Castoriadis)
A idéia da culpa é algo presente no ser humano desde os primórdios da humanidade. Alguém sempre tem de ser culpado por algo. Onde existe a idéia da culpa, existe seu contrário, o inocente. E assim a humanidade vem vivendo sua curta vida. Uns culpando os outros, necessariamente, inocentando os demais.
Podemos entender culpa enquanto ação negligente, ou mesmo como uma falta voluntária, se concordarmos com o Dicionário Aurélio. O inocente vem a ser aquele que não causou dano, portanto, isento de culpa.
Bem, não estamos aqui para discutir culpados ou inocentes. Então qual o motivo destas rápidas palavras? A resposta vem a ser outra pergunta: Qual o motivo delas estarem presentes sempre quando se fala em Educação? Em Aprendizagem? Em defasagem na Aprendizagem? Quem é o culpado? O aluno? O Professor? A teoria pedagógica? O livro didático? O atual tecido social?
As perguntas são infinitas, como infinitas são as respostas para as perguntas postas.
Como certa vez afirmou o historiador Eric Hobsbawm: “É mais fácil formular perguntas que respostas...” , e que verdade esta, se é que existe uma verdade. Não é este o momento ainda para discussão sobre tal palavra denominada de verdade. Para não irmos discutir a idéia de verdade.
Estamos no período de retorno às aulas. No Brasil inteiro alunos alegres, outros tristes. Pais alegres por seus filhos irem aprender, outros por eles não estarem em casa naquele turno. Professores participando de semanas pedagógicas em escolas no Brasil inteiro. Alguns leram algo nas férias, outros, nenhuma página. Alguns reclamam dos baixos salários, outros por ter chegado a hora de rever aquele aluno. Lembra? Aquele do ano passado. Uns poucos sorriem de contentamento pela volta a seu habitat: a sala de aula.
Mas, voltemos ao aparecimento da idéia da culpa, e do culpado, na educação. Não me perguntem, pois não tenho a resposta, do exato momento em que esta idéia apareceu no terreno educacional. Acho necessário refletir sobre a Educação, e não em parte dela. Qualquer reflexão sobre parte do processo educacional será um atentado a Educação. Educação é um todo, não uma parte.
Pedimos ajuda, novamente, a Eric Hobsbawm quando relatando as lições dadas a ele por um professor relata: “As pessoas em função das quais você está lá (disse meu próprio professor), não são estudantes brilhantes como você. São estudantes comuns com opiniões maçantes, que obtém graus medíocres na faixa inferior das notas baixas, e cujas respostas nos exames são quase iguais. Os que obtêm as melhoras notas cuidarão de si mesmos, ainda que seja para eles que você gostará de lecionar. Os outros são os únicos que precisam de você.” Ou seja, tens coragem de ir para a sala de aula? Ainda queres?
Estaríamos a culpar, então, o professor. Não, seria apenas um alerta de como direcionar o olhar. Para onde o olhar do Professor deve ser direcionado? Para aqueles que, geralmente, o professor não quer olhar. Os alunos de pior rendimento. Não somente o professor, a sociedade como um todo. Os chamados “problemas”. Bem, acontecendo isto, o problema reside no professor.
Afinal, estamos a educar, não para rotular.
Mas, diante de tantas transformações no tecido social, isto que chamamos de sociedade, onde o alunado tem acesso mais rápido às informações que o professor. Existe uma maior liberdade dentro do lar e tantas outras situações novas para a sala de aula que o professor, neste parágrafo, foi transformado em vítima. Seriam o aluno e sua família os culpados? Mas, culpados de ???!!!
Acontece que com os péssimos resultados no processo educacional como um todo é natural a busca de quem errou, no caso, do culpado. Na berlinda ficam sempre: professor, aluno e família. Mas, não esqueçamos a Escola. A Escola parece ter parado no tempo e espaço tantas são as transformações que a sociedade atravessa. Não podemos ter um aluno que tem acesso a tudo, de repente ter tudo dele retirado. Parece que o meio termo não apareceu para esta situação.
O meio termo tem nome: limite.
Pior, não podemos ter um professor refém de quem está livre, o aluno, e ele somente a ensinar. Chegamos, então, em um rótulo antigo que o professor faz de conta de passar alguma coisa chamada conteúdo, e aluno de apreender. Seriam os dois culpados? Ou ambos inocentes? Se ambos são inocentes a Escola é a culpada.
Considerando ser a Escola algo físico terminamos por desaguar nas teorias pedagógicas de década tal a ser vivenciada em nossa época. Ou seja, fora de contexto. Mas, será que uma literatura é superada pelo aparecimento de outra? Não. Temos de entender a necessidade de compreensão de o texto passado nos ajudar para a leitura dos novos textos.
E, ainda, ao lermos um texto sobre educação, ou qualquer assunto, entender a época de sua produção. A época que o autor viveu, conviveu e escreveu.
Estamos caminhando para inocentar a todos?
Vejamos.
Inocentados estão professor, aluno, escola, teorias pedagógicas, .....
A família? Será a família a megera desta história de falhas na Educação?
Não.
A família não pode ser culpada de algo que, em muitos casos, ela desconhece: o processo ensino-aprendizagem. Isto é fato. Alguém poderá afirmar, e tem todo o direito, de que a família de hoje não educa como a de antigamente. E estará correto na afirmação. Mais correto ainda estará se perceber que em cada época a família assume papéis diferenciados. Não precisamos sair a passear pelas décadas de 40, 50, 60, 70, 80.
A cada década um tipo de família.
Uma sociedade, um filho diferente em um tecido social mutante.
Da mesma forma que a educação é transformadora, a sociedade é mutante. Os valores não são os mesmos. Necessário se faz esta percepção. Ou seja, é imperioso ver que o aluno de hoje não pode ser ensinado como o de ontem. Cabe a Escola, ao Professor, à Família, as teorias pedagógicas utilizadas hoje de que o aluno não é mais o de ontem.
Chegamos a outro ponto: todos são culpados e inocentes ao mesmo tempo?
Talvez seja este o ponto aonde chegamos com nossa Educação. Some a isto a ausência de investimentos por parte do Estado na educação e a situação é mais delicada.
Finalmente, quem é o culpado? Quem é inocente?
Ah!
Na educação não existe o Mordomo, nosso eterno culpado.
O culpado é o Birô.
Isto mesmo, caro leitor, o Birô é o grande culpado.
Que papel ele exerce na sala de aula hoje? Nenhum.
Aquela massa amorfa parada entre o professor e o aluno no meio da sala de aula a atrapalhar o processo ensino-aprendizagem. Criando uma distância, ainda maior, entre o professor e o aluno. O aluno passa a temer o birô e o material posto sobre ele, e o professor não sabe como sair para chegar ao seu fiel leitor: o aluno.
A Escola, os professores, os alunos, famílias, teorias pedagógicas deveriam iniciar, urgentemente, uma campanha junto ao MEC pelo fim dos birôs na Sala de Aula.
Lembre-se, caro leitor, entre os filósofos gregos e seus discípulos não havia birôs a separá-los.
Vamos todos, unidos pela educação, como em uma Cruzada, afastar os nefastos birôs de todas as salas de aula do Brasil. Seremos o primeiro em gramática, matemática e ciências em todos os exames.
Afinal, nos erros cometidos na educação brasileira não existem culpados. Apenas o Birô.
Afaste-se o Birô.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Multiculturalismo na Educação: PCN’s e as “Diretrizes para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana”. Williams Lima Cabral.
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Resumo.
Este trabalho pretende discutir o multiculturalismo, como ele surgiu e em que circunstância, quais os autores que tratam desse tema, e com isso levá-lo para o campo da educação, como os PCN’s vem tratando essa questão, os cuidados que eles devem ter com os conceitos de cultura, sabendo que os textos que encontraremos nesses documentos não permitem uma idéia unívoca do assunto. Fazemos uso de autores como a Marta Abreu e Hebe Mattos que discutem essa questão nos mostrando que os PCN’s foram textos que antecederam as “diretrizes para o ensino de história e cultura afro-brasileira” reconhecendo que para isso foi mister e louvável a luta do movimento negro. Analisando se atualmente os formadores de professores de história ensinam “na” e “para” uma perspectiva multicultural. Tendo como base a consciência das dificuldades que a educação no país sofre, perspectiva de como usar o currículo para inserir, abordar e discutir a história daqueles que possuem uma história marcada pela opressão e injustiça a exemplo da História afro-brasileira e africana. Defendendo argumentos que propiciem uma identidade individual/coletiva nesse contexto multicultural, no qual a escola é o lugar indicado para essas discussões. Abordando também as idéias expostas no artigo intitulado “Formação de professores/as e ensino de história: a perspectiva multicultural em debate” das autoras Selva Guimarães Fonseca e Regina Célia do Couto que nos darão apoio às nossas colocações acerca do tema.
Palavras-chaves: Multiculturalismo, educação, PCN’s.
O multiculturalismo surge em território estadunidense não apenas como forma de luta da cultura negra mais como bandeira de luta de outras “minorias” e como abordagem curricular contrária a todo forma de discriminação, de preconceito ou qualquer outro modo de oprimir a cultura do “outro”. A busca inicial era pela superação do racismo e por direitos civis. Os precursores do Multiculturalismo foram professores doutores afro-descendentes, docentes universitários que trouxeram por meio de seus trabalhos questões sociais, culturais, política, etc. São alguns deles George W. Williams, Carter G. Woodson, W.E.B. Dubois, Charles H. Wesley, St. Claire Drake. Estes baseavam-se em argumentos científicos para promover entre populações segregadas a buscar por direitos iguais. O multiculturalismo é também uma estratégia política de reconhecimento e representação da diversidade cultural existentes nas escolas e não se pode entendê-la dissociada às lutas de grupos que tem suas culturas oprimidas.
Para discutirmos multiculturalismo na educação hoje devemos nos ater a questão do processo de globalização e neoliberalismo que vivemos, os quais divulgam um padrão de cultura, de modo de ser que impede os indivíduos de exercerem aquela cultura na qual estes fazem parte. Pensar como a educação lida com isso é questão primordial para o aperfeiçoamento tanto do profissional como do entendimento deste caminho. Essa concepção e experiência pedagógica surgiram nos Estados Unidos no inicio do século XX, justamente inicio do processo de globalização, percebido na época pelo filosofo Theodor Adorno. Foi exportada para a Europa com a intenção de enfrentar as questões econômicas, políticas, religiosas, etc. que circundavam não só estes territórios, mas vários outros que estavam a ser cooptados pela globalização.
Diante disso devemos perceber nosso quadro atual, marcado pela revitalização do capitalismo no qual existe um processo de universalização do capital e o crescente aumento dos intercâmbios culturais, que se tornou uma prática também cooptada pelo capital se vermos o enquadramento dos passeios turístico por locais que para esses o diferente é exótico, é atração turística, em um processo de verdadeira “safarização” do homem pelo homem. Sobre isso Valente argumenta (1999): “Aceitar as diferenças e enriquecer-se com elas continua a ser um problema que hoje ninguém sabe resolver porque supõe o reconhecimento da alteridade”.
A globalização faz com que surja aqueles grupos que se sentem sufocados e que lutam pelo reconhecimento e respeito pelas suas culturas e pelos seus costumes, algumas vezes fazendo surgir conflitos e revoltas geradas por conta disso. Saber tratar o multiculturalismo na educação como meio de se ter nas salas de aula maior aceitação das diferenças é um ponto primordial para a preparação de educadores que terão consciência do quadro social, econômico, cultural, religioso e estrutural que ele encontrará nas salas de aula a fora. Discutir como tratar, por exemplo, de histórias de sociedades nos livros que trazem abordagem de cunho altamente preconceituosa, não altera e que impõe uma cultura uniforme em um contexto multicultural, esse é um dos desafios do professor nesse contexto da educação.
Nessa fase de questionamentos podemos nos deparar com a situação em que se encontram os PCN’s,será que estes documentos estão sendo avaliados ou até mesmo sendo criados da maneira a se perguntar sobre tais questões multiculturais, pois em um país onde a diversidade cultural é inerente ao seu povo, a diversidade deve ser respeitada em detrimento de uma cultura globalizante que uniformiza as sociedades e depressa os diferentes. Os professores irão ter pela frente a função de lidar com a diversidade dos estudantes bem como com essa cultura capitalista que degenera e deixa no esquecimento conceitos importantes para o convívio social como o conceito de alteridade e até mesmo o de diversidade.
No artigo intitulado “Formação de professores/as e ensino de história: a perspectiva multicultural em debate” de Selva Guimarães Fonseca e Regina Célia do Couto levantam estas questões baseadas na formação dos professores e analisam os parâmetros curriculares no ensino de História no país, perguntam-se ainda se as instituições formadores de tais professores trabalham com a pluralidade cultural e outra pergunta levantada é se os formadores de professores de história formam “na” e “para” uma perspectiva multicultural.
Para Fonseca a formação dos professores a partir de uma perspectiva multicultural acarreta uma mudança de postura e também pedagógica no decorrer de sua experiência enquanto docente. Citando McLaren a autora afirma que assumir uma postura multiculturalista é “compreender a representação de raça, classe e gênero como resultado de lutas sociais mais sobre signos e significações”. Ainda baseado neste autor Fonseca e Couto discutem as diferenças como sendo uma construção histórica, como um produto histórico, “é sempre o produto da história, cultura, poder e ideologia. A diferença ocorre entre dois grupos e deve ser compreendida em termos das especificidades de sua produção”. Para a obtenção de uma transformação social segundo as autoras, é preciso ter em mãos o multiculturalismo crítico, que viria a desmantelar o projeto hegemônico que rege a sociedade, projeto esse que vê a diversidade como uma mescla de culturas, mas cada uma com seus significados particulares. Para haver de fato uma mudança é necessário transformar as relações sociais, institucionais que criam os significados pondo a cultura como algo homogêneo.
Aquilo que para Mclaren se constitui como sendo “a questão urgente do novo milênio”, justamente a pluralidade etno-cultural e a necessária política de justiça universal, foram abordadas em 1999 na reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPEd), questões que ficaram explicitas no titulo do evento, a questão da diversidade e da desigualdade, indicando esta como o principal desafio da educação na fronteira do século. Essa problemática tem sido abordada numa visão do Multiculturalismo em espaços nos quais, a formação docente vem crescendo e sendo discutida e negociada de modo intenso. Conforme Ana Canen pesquisadora do PROEDES(UFRJ) que trabalha com as teses e dissertações sobre o que dizem estes trabalhos acerca do multiculturalismo na educação, ela cita vários autores que trabalham com esta temática, a exemplo de Lopes (1999), Moreira (1999) e Silva (1999), estudos que vem tencionando o campo do currículo, trazendo novos olhares e valorização de identidades culturais que estavam, se não já, apagadas ou negadas dos componentes curriculares monoculturais (Eurocêntrico). A pesquisa da Ana Conen vem levantar a emergência de se discutir o multiculturalismo na educação e começando no principio, ou seja, na formação do corpo docente e na construção do currículo, ela tem como base as teses e dissertações elaboradas em 1981 a 1998, encontrados no CD Rom da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação.
A educação em nosso país sofre com dificuldades diversas, o currículo deve ser pensado de acordo com as necessidades vigentes, de analisar quais as melhores formas de tratar a sua diversidade cultural, mas a deficiência nos currículos é um problema isolado e interno, existem problemas maiores e que externamente são mais conhecidos. A começar pela estrutura física que na maioria das vezes não oferece conforto e segurança para os estudantes, um quesito que também se envolve com o multiculturalismo na educação são as leis das cotas raciais e universais que dividem opiniões e que trazem à tona a deficiência de pessoas pobres e negras conseguirem ingressar em uma universidade publica. Sabemos que tudo se relaciona com o processo da história que existiu em nosso país, o qual excluiu e ainda o faz, o negro, índio, ciganos, pessoas pobres no geral que se vêem afastados da educação como se isso fosse natural, algo que se configura em uma questão de educação de base, pois como os professores não trabalham muito a história cultural desses povos de forma a “normalizar” seus costumes e suas crenças, fazendo com que o problema fosse amenizado, se não existir um incentivo maior por parte dos professores e do estado nessa empreitada? A formação de um corpo docente capaz de levantar tais questões e discuti-la em seu cotidiano, porque aquilo que faz com que culturas outras sejam excluídas do processo educacional, social, econômico, etc. age cotidianamente.
Defendemos argumentos que propiciem um reconhecimento identitário individual em um meio onde se é possível encontrar um multiculturalismo, na construção das diferenças e valorização e ampla discussão de alteridade, fundamental para o respeito e convívio recíproco. E o local onde estas discussões devem ser efetivadas é justamente nas escolas, devem ser sempre lembradas nas salas de professores, devem ser registradas nos documentos curriculares e estampada em cartazes por todos as escolas, sejam elas particulares ou publicas.
Algo que como já mencionamos é tarefa árdua, pois na realidade as diferenças que são pautadas pela sociedade são as que tem como pontos as desigualdades, e a noção de superior x inferior, é uma diversidade forjada na hipocrisia social que segue um padrão estabelecido e todos outros existentes são colocados como exótico, do mal, a diferença é tratada como se isso fosse uma anormalidade incoerente, que, por exemplo, a existência de monoteístas e politeístas convivendo em espaços iguais, mas que aqueles que crêem em um único Deus, insistem em julgar os deuses de outras pessoas como maligno, ou apregoando adjetivos negativos com o objetivo de depreciar a cultura do outro.
Essas discussões acerca das dificuldades encontradas na questão multicultural na educação são difíceis de serem discutidas, pois a diversidade de costumes, tradições, culturas entre outros vários aspectos sociais, não recebem à atenção devida, em um universo onde o igual é divulgado como sendo o normal, o aceitável faz com outras culturas sejam “sufocadas” E é dessa forma que esta polemica questão é abordada, parece fácil, entretanto é deveras complexa, uma possível solução que vamos encontrar a médio e curto prazo vai ser pautada em diálogos constantes e exaustivos, nos quais com certeza irão surgi as diferenças impostas pelo sistema e a tentativa de hegemonia desse, leia-se a identidade “eurocentrícanorteamericananizada”, cristocentrica, capitalista e preconceituosa, é preciso está atento e forte para que não haja de fato o reconhecimento de tal pensamento, que seja respeitada de fato e de lei o multiculturalismo na educação como forma até de buscar o diálogo com os estudantes, discutir como diversos grupos foram construídos e que as diferenças também são socialmente construídas . Não é algo utópico estas questões, pois sabemos que a partir do momento que conseguimos aceitar o outro inicialmente nas salas de aula como ele é, alteramente, veremos que a tolerância o respeito e valores até então quase que esquecidos coletivamente irão surgir de forma efetiva
O ensino de história que trate de questões relativas às diversas sociedades e suas culturas tem um papel quase que de responsabilidade com a educação de estudantes diversificados. Paiva analisa da seguinte forma: “A idéia de uma história estática, factual, que parou no tempo e deve ser decorada, é muito contrária à dinâmica do mundo hoje. Formar professores de História na perspectiva multicultural, da forma como eu entendo, é, exatamente, formar profissionais gabaritados, competentes para fazer com que outras tantas milhares de pessoas, de estudantes, possam realmente compartilhar do mundo, no qual ele se insere, no mundo que eles constroem”. ( Paiva: UFMG).
A perspectiva multicultural na educação é primordial para que tenhamos crianças, jovens e adultos capazes que ver no outro a diferença a ser respeitada, reconhecer que existe uma variedade de pensamentos que podem ser ou não convergentes mas que mesmo assim convivem no mesmo território, na mesma escola ou bairro e que a comunicação entre essas diferenças é que traz o enriquecimento cultural, intelectual, e ocorre um melhoramento no caráter que é construído por este respeito que sempre deve ser mútuo.
Referências bibliográficas.
BOTLER, alice happ. In: Educação, multiculturalismo e ética.
CANEN, ana, ARBACHE, ana paula, FRANCO, monique. In: Pesquisando multiculralismo e educação: o que dizem dissertações e teses.
FONSECA, guimarães selva. COUTO, regina célia. In: Formação de professores/as e ensino de história: a perspectiva multicultural em debate.
SILVA, maria de albuquerque da, BRANDIM, maria rejane lima. In: Multiculturalismo e educação: em defesa da diversidade cultural.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Seja Bem Vindo (a)
O Encontro propõe a discussão do tema: “Desafios do ensino de História na Paraíba: Formação e Currículos”
Sua realização será de grande importância não somente para os estudantes e profissionais de História, mas para a comunidade científica e para a sociedade como um todo. O II EPBEH possui um caráter acadêmico, científico e cultural, tendo em sua programação uma série de debates, conferências, mini-cursos, apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes e profissionais através das comunicações livres, grupos de discussões, manifestações artísticas e shows musicais. Atividades como estas despontam como importantes oportunidades para a apresentação de significativa parte da produção científica e artística da região, valorizando assim os costumes e cultura regional.
Desta maneira, será inestimável o valor de um evento desta natureza para a formação do público ao qual o II EPBEH se destina que sairá com certeza enriquecido com um bom volume de conhecimentos adquiridos, e também pelo intercâmbio, fruto do convívio entre estudantes e professores dos diversos lugares que se farão presentes.
É importante a abordagem e reflexão sobre a temática afim de que se possam perceber as novas exigências curriculares e como lidar em sala de aula com temas polêmicos que são tabus em nossa sociedade, além de buscar outros elementos que compõe o ensino no estado. A educação no nosso estado está inegavelmente ligada a processos de cunho político, econômico e social que devem ser amplamente debatido. O debate dessas questões é de extrema importância para podermos analisar e discutir quais são as peças que faltam para podemos melhorar o mínimo a educação no estado e conseqüentemente contribuir para uma cidadania mais digna que nos coloque em postos melhores nas estatísticas nacionais que analisam a educação. A discussão acerca da educação se faz necessário tendo em vista que é através dela que é possível transformar efetivamente uma sociedade e ainda que emerge diversas questões sobre o ensino de Historia que se fazem presentes nas salas de aulas.
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